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7 de out. de 2013

Quimera urbânica?

9 de ago. de 2013

Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) o maior canídeo sul-americano

Foto: Evando F. Lopes
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O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é o maior canídeo da América do Sul. Característico de ambientes abertos, a espécie vem sofrendo com a transformação dos campos em áreas agrícolas e hoje, apesar de ainda ser amplamente distribuído, tem que lidar com as dificuldades de viver em ambientes fragmentados. A maioria das Unidades de Conservação do Cerrado é pequena e possivelmente não tem área suficiente para manter uma população saudável da espécie. Desta forma, é necessário conhecer a ecologia e comportamento de lobos-guarás nestas pequenas reservas, para melhor conservar a espécie.
(Flavio Henrique Guimarães Rodrigues)
Foto: Evando F. Lopes
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Embora existam diversas informações sobre a espécie, ainda há falta de conhecimento sobre ecologia, dinâmica populacional, entre outros, tanto em áreas protegidas como em áreas degradadas. A maioria das informações está espalhada nas diversas pesquisas realizadas em toda a sua área de distribuição. Atualmente, o crescimento desordenado de centros urbanos e a conseqüente perda de habitat têm resultado em processos adaptativos de organismos visando à sobrevivência. Esse processo pode resultar em alterações na dinâmica natural de espécies como os padrões de dispersão e os ciclos de atividades, podendo ser prejudiciais para a população ou toda a comunidade. O lobo-guará tem sido registrado em algumas localidades antropizadas, mas apresenta alterações ecológicas e comportamentais (podendo apresentar diferenças em outros parâmetros não medidos até o momento) quando em contato direto com a população humana. Há a sugestão de que o maior impacto à conservação é a drástica redução de ambientes ideais para a manutenção de populações. Essa ameaça é ainda mais potencializada quando se observa que grande parte da área de ocorrência da espécie já está convertida em campos agricultáveis e destinados à pecuária. (Centro Nacional de Pesquisas para a Conservação de Predadores Naturais)

Evando F. Lopes, foi entrevistado pelo repórter Geraldo Becker, da TV Globo Brasília. Entrevista veiculada nesta emissora, no telejornal Bom Dia DF, do dia 26/07/13, onde fala da emoção de ter fotografado a fêmea da espécie Chrysocyon brachyurus em Águas Emendadas.
O uivo do lobo-guará é bastante alto e pode ser ouvido por mais ou menos 2000 metros de distância, dependendo da direção do vento, local e hora.
Foto: Evando F. Lopes
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Foto: Evando F. Lopes
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Clique no play para ouvir o uivo desse magnifico animal.


12 de jul. de 2013

A ação do fogo no cerrado

Foto: Evando F. Lopes
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O Brasil Central apresenta duas estações climáticas bem definidas: chuva por um período de mais ou menos seis meses (de outubro a março) e seca nos outros seis. 
"As plantas do Cerrado têm ciclo permanente de dormência (fim de março) que coincide com o fim das chuvas. Mesmo que continue chovendo começam a desprender suas folhas. Mesmo que a planta continue sendo irrigada, suas folhas caem. Quando chega maio, sem folhas, dá-se a florada (maior florada do Cerrado acontece nos meses de maio, junho e julho). Os frutos ou vagens das floradas de maio amadurecem em agosto. Se a chuva chega em outubro, muito bem. Se não chega, como é tempo de brotar, o Cerrado brota, cobre-se de folhas novas como se estivesse chovendo normalmente”. (Trecho extraído do livro Memorial das Idades do Brasil, Bertran, Paulo e Fleury, Graça p. 15/16)
As árvores do cerrado desenvolveram durante milhões e milhões de anos de existência um sofisticado sistema radicular. Estudiosos afirmam que o cerrado é uma floresta invertida; o que podemos ver acima do solo é aproximadamente um terço da biomassa que está no subsolo. Nas formações savânicas e campestres, as árvores apresentam uma enorme variedade de cascas espessas que as protegem da baixa umidade e do fogo. 
Foto: Evando F. Lopes
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Essa vegetação de aproximadamente 35 milhões de anos passou por inúmeras adaptações e apresenta uma fragilidade muito grande frente aos incêndios que ocorrem anualmente aqui na capital da república.
Por isso, todos nós, habitantes dessa região, temos o dever de cuidar para não provocar incêndios e sempre que avistarmos focos de incêndios na vegetação, é mister ligar imediatamente para o telefone 193 do Corpo de Bombeiros.
Foto: Evando F. Lopes
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9 de mai. de 2012

Sustentabilidade

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... uma sociedade que mantém as características necessárias para um sistema social justo, ambientalmente equilibrado e economicamente próspero por um período de tempo longo e indefinido.

... um negócio em que todos ganham: as empresas, as pessoas, a sociedade e o meio ambiente.

... um projeto de implantação de um grande complexo industrial montado com base em estudos sobre as necessidades atuais e futuras da comunidade e sobre as medidas necessárias para evitar o impacto ambiental.
O que esses três cenários têm em comum?
Todos têm por base o princípio do equilíbrio entre economia, sociedade e meio ambiente – o princípio da sustentabilidade.
Ao longo da história, muitas sociedades se preocuparam com esses três componentes. O fato novo é a contextualização desses três elementos juntos, em um mundo cada vez mais interdependente.
A essência do conceito está contido na expressão “O suficiente para todos e para sempre”. Estas palavras encerram as ideias de recursos limitados, consumo responsável, igualdade e equidade e perspectiva de longo prazo.
Desenvolvimento sustentável não é só um estado de equilíbrio entre o homem e o ecossistema, mas é, sobretudo, um processo de mudança, e isso exige uma nova consciência, uma nova postura diante da vida e das relações que estabelecemos.
Como a biodiversidade planetária está no limiar do esgotamento, todas as atenções da sustentabilidade dirigiram-se inicialmente para o meio ambiente. Ao longo das últimas décadas, em resposta às transformações sociais a que assistimos, o conceito centrado na questão da sustentabilidade ambiental foi alargado, passando a abranger as dimensões social, econômica e cultural.
Portanto, sustentabilidade não se restringe a cuidar do meio ambiente. Para ser sustentável, um projeto precisa promover também o desenvolvimento econômico e social, já que a sustentabilidade social é precondição e suporte da sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade econômica é, por sua vez, essencial para viabilizar a duas dimensões anteriores.
Daí a necessidade de se pensar em uma forma de atuação que tenha caráter sistêmico, que envolva, em conjunto, as variáveis ambientais, sociais e econômicas. Nessa concepção integradora, a abordagem particularista dá lugar a uma perspectiva mais ampla, que contempla também um compromisso com a construção do futuro.
Sustentabilidade não é um modelo estático, uma visão imutável. É um processo contínuo que impõe a necessidade de conjugar as três dimensões fundamentais do desenvolvimento:
Capacidade de preservar no tempo as funções do ambiente, como fornecedor de recursos e como receptor de rejeitos, garantindo a tutela e a renovação dos recursos naturais e do patrimônio. Na prática, isso significa manter os processos ecológicos (biodiversidade, estabilidade dos ecossistemas, evolução das espécies) e usar os recursos de modo sustentável, o que implica:
  • a restrição ao uso de energias não renováveis (como o petróleo) que só devem ser usadas mediante o compromisso de criação proporcional de fontes de energia alternativas;
  • o uso cuidadoso das energias renováveis que nunca devem ser consumidas de forma a exceder a sua capacidade de regeneração;
  • a limitação de descarga de substâncias no meio ambiente que não deve ultrapassar a capacidade de assimilação do mesmo;
  • o cuidado em evitar os riscos e o perigo para a vida humana provocados pelo homem.
A dimensão ecológica da sustentabilidade se baseia em um princípio bem simples: “viver bem com aquilo que o ecossistema Terra é capaz de dar”.
(segurança, saúde, educação) equitativamente distribuídas por classes e gêneros; capacidade de manter a estabilidade social, garantindo:
  • a auto-determinação e os direitos humanos dos cidadãos;
  • a segurança e a justiça através de um sistema judicial fidedigno e independente;
  • a promoção da igualdade de oportunidades;
  • a inclusão dos cidadãos nos processos de decisão social, a promoção da autonomia da solidariedade e da capacidade de auto-ajuda dos cidadãos;
  • meios de proteção social fundamentais para os indivíduos mais necessitados;
  • o reconhecimento e valorização do pluralismo cultural e das tradições locais.
Nesse caso, o princípio de referência é simples: “maior bem-estar, para as gerações atuais e futuras, com menos bens e serviços”.
um empreendimento e de desviar o foco de atenção da quantidade para a qualidade do crescimento. Implica:
  • soluções tecnológicas;
  • soluções de redistribuição de recursos;
  • instrumentos de mercado;
  • valores individuais e estilos de vida;
  • reformas institucionais e econômicas.
O princípio de referência dessa dimensão da sustentabilidade também é simples: “fazer mais com menos”.
Capacidade de garantir condições de bem-estar humano.
Em 1992, o ecologista canadense William Rees criou o conceito da Pegada Ecológica, definido como a área de terra e água que hipoteticamente uma população humana necessitaria para obter os recursos exigidos à sua própria sustentação e para absorver os seus desperdícios.
Para a humanidade alcançar a sustentabilidade, a pegada da totalidade da população mundial deveria ser inferior à área total terra/água da Terra, mas calcula-se que atualmente a pegada é aproximadamente 23% maior do que o planeta pode regenerar, concluindo-se que a espécie humana esta operando de um modo insustentável.
Qual é o tamanho de sua pegada ecológica?
Fonte: IG Educa

10 de abr. de 2012

Você sabe o que é FIB?

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ÍNDICE DE FELICIDADE INTERNA

Uma ideia que surgiu no Butão

O Butão é uma monarquia budista encravada entre o Nepal, China e Índia, onde muitos monges tibetanos escolheram morar há cerca de dois mil anos. O terreno acidentado e de difícil acesso deixou o país isolado durante séculos. Mas, foi no final do século passado que o Butão começou a ter contato com o resto do mundo e a recuperar o atraso socioeconômico em que vivem seus quase 700 mil habitantes. 

Nas últimas duas décadas o país elevou o índice de alfabetização de 10 para 60%, a expectativa de vida de 43 para 66 anos e reduziu o índice de mortalidade infantil de 163 para 40, por mil crianças. Mas o grande desafio do reino é promover o desenvolvimento do país e dos súditos sem cair nos erros dos modelos econômicos já existentes, que acarretam desarmonia familiar, degradação da natureza e o círculo vicioso de produção e consumo exacerbado. A ideia é criar um modelo de desenvolvimento que coexista com a felicidade.

Diferença entre PIB e FIB

O Butão contesta o conceito internacional de quanto maior o PIB (Produto Interno Bruto) melhor a qualidade de vida e maior a felicidade de uma nação e propõe uma nova medida que incorpore a felicidade entre os indicadores socioeconômicos: a FIB. 



A FIB (Felicidade Interna Bruta) se baseia em dados de bem-estar, cultura, educação, ecologia, padrão de vida e qualidade de governo, não se limitando à produção e ao consumo, como acontece com o PIB, que representa a soma dos valores de todos os bens produzidos em um país, em determinado período.
Enfim, o Butão propõe um modo de avaliar o desenvolvimento de um país que não se baseie estritamente no fluxo de dinheiro porque o que medimos afeta o que fazemos, logo se nos preocuparmos só em medir produção vamos acabar produzindo mais e mais.
Contudo, o mundo já constatou que altos índices de produção e consumo escondem com freqüência muita injustiça, violência, medo, exclusão social, criminalidade, vício, corrupção, desajustes... que perturbam a harmonia familiar e a vida da sociedade. 
Por um outro índice, o de Desenvolvimento Humano (IDH), o Butão ocupa o 132º lugar das 182 nações relacionadas. Esse indicador leva em consideração aspectos como riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida e natalidade da população, mas não avalia itens como paz, harmonia, segurança, confiança, respeito à natureza, preservação da cultura, prazer de viver, que são indispensáveis à felicidade. 

Transformando sonhos em realidade

Essa busca de uma terceira via para promover o desenvolvimento socioeconômico tem fortes raízes na filosofia budista. Seu mentor foi o quarto rei do Butão, Jigme Singye Wangchuck, que, embora tenha estudado no Reino Unido, acredita que “o verdadeiro desenvolvimento de uma sociedade tem lugar quando os avanços no material e no espiritual se complementam e se reforçam”.

O rei Jigme abdicou em favor de seu primogênito que dá prosseguimento ao idealismo do pai, inclusive no que se refere à democracia, assinando a primeira Constituição do país em 2008. Até para escrever a Carta Magna, o Butão inspirou-se nas experiências internacionais existentes, usando mais uma vez a realidade mundial como referência para a definição de novos caminhos. 

O Butão é uma das menores economias do mundo. 80% dos butaneses trabalham na agricultura. O país aposta no aumento da produção de energia hidroelétrica, que hoje vende para a Índia, e no turismo, que é controlado para que não se torne predatório. Em 2007, o Butão foi a segunda economia a crescer mais rapidamente no mundo, embora o país ainda dependa bastante de ajuda externa. 
Assim, um pequeno país desencadeia uma grande reflexão mundial. Economistas e pesquisadores se debruçam sobre essa nova visão de progresso e desenvolvimento aliados à felicidade. A importância de se criar uma medida mais apurada, é que ela possibilita uma correção de rumo das metas políticas a serem alcançadas no futuro e na execução de seus projetos. E é o que todo mundo aguarda...

Fonte: IG Educa

6 de mar. de 2012

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Não podemos permitir que a alteração do Código Florestal promova desmatamento, destrua ecossistemas e coloque em risco a integridade de nossas florestas e da sociedade brasileira.
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A decisão final sobre o código florestal está nas mãos da presidente Dilma Rousseff. Apenas ela pode evitar esta catástrofe. Adicione seu nome e email e envie uma mensagem para a presidente.
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